Nunca pensei que os "olhos do meu coração, no dizer de S. Paulo, revelassem pormenores por mim julgados completamente esquecidos...
Segunda-feira, 10.09.07

Meus queridos Netos:                                                

          

  No domingo que passámos em Berlim, fomos os três à missa à Igreja Católica de S. Matias que ficava na nossa zona. Foi construída entre 1867 e 1868. Destruída durante a guerra, foi reconstruída em 1952 e completamente restaurada em 1993,

 

            Agora é um vasto templo pouco ornamentado mas com a abside toda iluminada por vitrais modernistas, muito claros, que representam cenas do Antigo e do Novo

Testamento, com especial relevo para a Paixão de Cristo. A missa foi celebrada em latim, como se fez até ao Vaticano II, mas com o sacerdote de frente para os fiéis.

 

            No regresso, fomos ao Europa Center, situado nas imediações do Jardim Zoológico tal como o Ka De We, com a intenção de aí almoçarmos. É um Centro Comercial mais pequeno mas mais requintado e onde encontrámos lojas com bons saldos mesmo de marca. Tem um relógio de água muito original e uma esplanada no meio de um lago, bem apelativa. Mas no restaurante havia grande movimento e decidimos ir até à Potsdamerplatz e por lá almoçarmos. Foi o que fizemos: almoçámos num óptimo restaurante italiano e depois fomos visitar a praça.

 

            Fica mesmo no centro de Berlim e, além dos magníficos edifícios, celebriza-se por ter sido a maior obra de construção da Europa. Tem uma cúpula magnífica em vidro e bronze e na sua enorme praça, um repuxo que cai num grande lago em cujos muretes há sempre pessoa sentadas. À volta deste, esplanadas, restaurantes e admiráveis edifícios como o da Sony, onde está instalado o Museu do Filme e um cinema Imax, onde fomos, com a Cristina, ver o último Harry Potter em três dimensões e... em alemão. O que valeu é que as imagens falavam por si e eu já tinha uma ideia da história.

   

 

            Nunca desistindo da visita ao palácio de Sanssouci, de que só tínhamos admirado o exterior e os magníficos jardins e depois de uma visita gorada, numa segunda-feira em que todos os museus estavam fechados, lá regressámos e, depois de penar um pouco na fila habitual, conseguimos finalmente entrar e visitar uma parte mínima do riquíssimo palácio rocócó: a galeria de pintura, o grande hall, a biblioteca do imperador (tem cinco iguais em várias cidades alemãs), a sala da música onde, durante trinta anos, Bach mostrou a magia do seu talento e vários quartos entre os quais o de Voltaire, que ali viveu durante três anos e cuja decoração é em estilo chinês, em amarelo forte, com flores, papagaios, coelhos e outros animais.

 

            A Cristina achou muita graça às enormes chinelas em que tivemos de enfiar os sapatos para não riscar o chão e que mais pareciam botas de sete léguas. Ela perdeu-se de amores na loja das recordações que, de facto, eram irresistíveis e comprou um pendente em cristal Swarovski, em verde carregado, que teve posteriormente a alegria de receber como recordação do Vôvô, para a ajudar a recordar a nossa fantástica viagem.

 

            Depois da visita e passado o velho moinho que marca a saída do parque, fomos almoçar a um grande Imbiss, no meio da floresta, onde a Cristina tirou uma fotografia ao Vôvô a beber uma enorme cerveja, que os alemães consideram Klin (pequeno),

 

            Muito mais coisas teríamos para ver pois, além de Potsdam, Berlim tem inúmeros castelos, entre os quais se distingue o castelo de Charlottenburg, residência de verão dos reis prussianos, cujos jardins são alvo de inúmeras visitas de turistas, O seu teatro principal, em estilo clássico, do princípio do sec. XIX, totalmente destruído e depois reconstruído, ombreia com a Filarmónica, sede da Orquestra Filarmónica de Berlim, com o Palácio Friederichstad, considerado o mais moderno teatro de revista da Europa, a Opera Nacional Alemã, reconstruído em 1955, o Teatro Schiller, a maior cena de teatro de Berlim, destruído durante a guerra mas aberto em 1950-51. A cidade conta também com inúmeras instalações desportivas das mais modernas, como o Estádio Olímpico, construído em 1936 e o Hipódromo de Galope Hopengarten que não é o único, dado o grande interesse dos berlinenses pelas corridas de cavalos.

 

            E o Zoo, por onde tantas vezes passámos mas que não tivemos tempo de visitar. Fica no meio do enorme parque Tiegarten, o pulmão verde de Berlim e é atravessado por um canal derramado em vários lagos.

 

            No seguimento da Ku-Damm e perto do nosso hotel, além da igreja que já referi e que tomou vulgarmente o nome da rua e muito perto do qual se ergue o célebre monumento comemorativo dos 750 anos de Berlim fica a rua Tauentzienstrasse que cruza com a ampla alameda que atravessa o Tiegarten e tem uma famosa praça com a estátua da deusa Vitória. Este monumento tem a altura de oito metros e, no seu pedestal, sempre víamos turistas pois também dali se desfruta um belíssimo panorama.

 

            E por aqui me fico, com o desejo de voltar a tão bela cidade, cheia de parques, canais e lagos e tão monumental.

 

            Se quiserem mais pormenores e o relato feito por ordem cronológica, recorram ao diário que a Cristina diariamente escrevia, com toda a aplicação, logo que chegávamos ao hotel (e onde fala do nosso último jantar, à luz das velas, num restaurante indiano) e as inúmeras fotografias que tirámos.

 

Beijinhos da Vóvó

publicado por clay às 15:09 | link do post | comentar | favorito
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