Nunca pensei que os "olhos do meu coração, no dizer de S. Paulo, revelassem pormenores por mim julgados completamente esquecidos...
Domingo, 08.07.07

                                            

                                      Os versos que eu escrevo

                                       não são meus.

Donde vêm não sei,

nem porque são.

Fazem parte de mim,

são minha carne e sangue,

minha razão

e sem razão.

 

E são também de todos os que os lerem

- se alguém um dia os ler –

pois só então

dirão

o que lhes cabe responder

a cada pessoal

e única questão.

 

Eles falarão de amor

a quem amor procura,

desvendarão o sonho

ao que queira sonhar

falarão de bondade

e de ternura a quem a quer achar.

 

E ficarão calados,

versos mudos

para quem

não soube interrogar.

 

Falarão de tristeza

e de ansiedade

mas de ódio não

nem de  rancor.

Serão versos calados,

versos mudos

p’ra quem os interrogue

sem amor.

 

 

07-07-07

 

Clementina Relvas

 

publicado por clay às 19:40 | link do post | comentar | favorito
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