Nunca pensei que os "olhos do meu coração, no dizer de S. Paulo, revelassem pormenores por mim julgados completamente esquecidos...
Domingo, 28.11.10

Era tão bom saber que toda a gente

comia à medida da sua fome,

que não havia dor sem lenitivo,

nem casas de lata,

nem ordenados de miséria,

ou nenhum!

 

(Era tão bom!)

 

 

Era tão bom não ter um filho

sem o poder criar,

não haver velhos sozinhos

na sua solidão!

 

(Era tão bom!)

 

 

Palavras, palavras, palavras.

E se eu fosse a primeira a estender a mão?

 

 

publicado por clay às 10:16 | link do post | comentar | favorito
Quarta-feira, 10.11.10

 

Meus queridos netos:

 

 

A predilecção de Nossa Senhora por Portugal, escolhendo a Cova da Iria para se manifestar aos pastorinhos e lhes transmitir tantas e tão importantes mensagens para o Mundo, foi uma inesgotável fonte de graças: deu-nos três almas santas, Lúcia, Francisco e Jacinta  e deu-nos o privilégio de trazer a Portugal, em poucas décadas, três Papas que escolheram ser peregrinos de Fátima por amor à Virgem Maria.

 

Em primeiro lugar, em 1967, Paulo VI visitou Portugal para celebrar o Cinquentenário das Aparições.

 

João Paulo II veio três vezes a Portugal: em 1982  para agradecer a Nossa Senhora a intervenção milagrosa que lhe salvou a vida e em 1991, quando visitou os Açores, a Madeira e Fátima. 

 

No ano 2000, João Paulo II, esteve novamente na Cova da Iria para proceder à beatificação dos Pastorinhos e revisitou Lisboa. Este ano, foi a vez de Bento XVI.

 

Com o maior dos pesares, nunca me foi possível integrar a multidão de fiéis que acolhem cada Papa como se fosse o próprio Jesus. Mas vivi a singularidade de ir a Roma e ver o Papa… morto.

Estava em Roma, numa excursão que se preparava para ir ver e ouvir o Papa, João Paulo I, eleito há pouco mais dum mês, quando o nosso guia nos trouxe a inesperada notícia da morte deste Pontífice, o que, nos deixou a todos consternados, pois todos o amávamos e admirávamos.

 

O nosso programa teve de ser alterado: nesse dia visitámos a Basílica de S. Pedro, cujas imagens iriam ser veladas por panos negros e também o Museu do Vaticano e a Capela Sistina, encerrados no dia seguinte. E, como soube que se podia visitar o Papa morto, nos seus aposentos até ao fim da tarde, integrei-me numa longa fila e aguardei pacientemente a minha vez. Tinha apenas seis pessoas à minha frente quando, pelos altifalantes, nos avisaram de que já não entraria mais ninguém. Criou-se uma onda de pânico e por pouco não fui esmagada pela multidão. O que não tinha qualquer razão de ser porque, no dia seguinte, toda a gente pôde desfilar diante do sarcófago, entretanto trasladado para a Basílica.

 

E assim tive a oportunidade de, estando em Roma nesses dias, ter visto o rosto sereno de João Paulo I, o Papa Sorriso, que já tinha partido para Deus.

 

Lisboa, Maio de 2010

 

Clementina Relvas

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