Nunca pensei que os "olhos do meu coração, no dizer de S. Paulo, revelassem pormenores por mim julgados completamente esquecidos...
Terça-feira, 30.12.14

 

 

 

Ampulheta.jpg

 

                                               Vai-se a vida com os dias:

                                               devagar ou tão depressa

                                               que mal a gente começa

                                               já a vida,

                                               lentamente,

                                               se dessora

                                               como a hora

                                               na ampulheta.

                                               Onde a areia

                                               principia…

                                               está só meia…

                                               É já vazia!

 

                                                    Clementina Relvas

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Segunda-feira, 29.12.14
 PRESÉPIO CONFECCIONADO COM TECIDO 100% ALGODÃO COM ENCHIMENTO ACRÍLICO, SAND...  
    Presépio artesanal, em tecido, feito no Brasil   
   
Natal é quando Tu chegas,  
ó meu Menino Jesus.  
Não no dia vinte e cinco,  
todo enfeitado de luz,  
(se não for a Tua Luz),  
mas sempre que estás connosco,  
na nossa alegria e dor,  
dando cor à nossa vida,  
paz a todo o sofredor.  
   
Que seja sempre Natal  
na minha alma que Te ofereço:  
livra-a de todo o pecado,  
faz dela a Tua morada,  
favor gratuito e sem preço.  
   
É Natal! Glória a Deus!  
que, incarnando em Jesus,  
ficou mais perto de nós  
e fez de nós filhos Seus.  
   
Clementina Relvas  

 

 

      

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Domingo, 28.12.14

 

 Era Noite de Natal.

Devia desconfiar

como era raro, anormal,

no meio de tanta festa,

ver um menino sozinho,

abandonado, a chorar.

 

Comovi-me, aproximei-me

e quis saber a razão

deste abandono  tão grande,

desta profunda indiferença

que tolhia a multidão.

 

Disse-me então o menino

do fundo da sua dor:

«Não viste aquele drogado,

que a ganância destruiu?

Que triste e novo pecado…

 

Não viste a poluição

sem poupar rio nem flor,

e a manipulação

com que o homem se entretém

a  fazer de Criador?»

 

 

Espantado e aflito,

dirigi-me a ele:

-Senhor, eu  bem vejo que sois Vós

o Menino hoje nascido,

que depois morreu por nós.

 

«Que mundo injusto e brutal,

com tanta desigualdade

e  desamor que aí vai.

E tantos novos pecados

a ofender o meu Pai!»

 

Então caí de joelhos,

ergui  os olhos aos Céus,

fiz uma festa ao Menino

e pedi perdão a Deus

pelo nosso  desatino.

 

Todos os sinos soaram,

ouviu-se de monte a vale:

«Glória a Deus, lá nas alturas!».

Todos os homens choraram

tantas e tais desventuras…

 

E então é que foi Natal!                               

 

Lisboa, Natal de 2008

Clementina Relvas

 

Nota: Publicado no Jornal “Calhariz Jovem”                     

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Sexta-feira, 26.12.14

      

                                               Tocam os sinos! Aleluia!

                                               Sob a alegria do Natal,

                                               ouvem-se prantos, desencantos.

                                               a música do Mal.

 

                                               A fome, a guerra, tanta treva

                                               onde apenas devia haver concórdia…

                                               num mundo feito para sermos irmãos,

                                               veio o pecado semear a discórdia.

                                              

                                              

Mas, no meio de tanta crueldade,

um sinal nos foi dado:

foi-nos dado Jesus.

Passou fazendo o Bem

e semeou nas trevas muitos pontos de luz.

 

Abriu o coração da Igreja

para o amor caridade,

sempre pronta a acolher os desvalidos

e alargou esse amor aos que, com ela,

doam a sua vida aos mais desprotegidos.

 

E fez mais: sem abrir exceções

a todos acolheu, serviu de exemplo,

e os pontos de luz multiplicaram-se

nos corações mais sensíveis e atentos

e as trevas, assustaram-se.

                                              

                              NATAL 2014

                             Clementina Relvas

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Segunda-feira, 22.12.14

            Senhor, fazei que eu seja

            aquela luz, humilde mas constante,

            a pequenina luz,

            junto ao Vosso Sacrário,

            que não fraqueja nem um só instante.

 

           Que nunca se me acabe, ó meu Senhor,

            o azeite da minha adoração

            por Vós.

            E que por Vossa graça

            eu ilumine tudo em meu redor,

            procurando que com a minha luz

            não deixe sentir sós

           os que, fiéis, buscam o Vosso amor.

 

            Eu sei que, na aparência da humildade,

            não tem medida o que agora Vos peço:

            Graça maior que estar ao Vosso lado

            não tem comparação e não tem preço.

 

            Por isso, ó Deus do infinito amor,

            ouvi  minha alma, sempre, sempre a rezar,

            sem que, por um momento, desfaleça.

            Para que, ao fim deste agreste caminho,

            possa olhar Vosso rosto e nele me reconheça.

 

            Nele reconheça a humilde centelha

            de Vós em mim, Senhor,

            desde que me criastes,

            e que, apesar das minhas muitas faltas

            sempre, como meu Pai, me perdoastes

            por Vosso amor.

 

                        NATAL 2014

                    Clementina Relvas

publicado por clay às 11:15 | link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 18.12.14

Os versos que eu escrevo

não são meus.

Donde vêm não sei,

nem porque são.

Fazem parte de mim,

são minha carne e sangue,

minha razão

e sem razão.

 

E são também de todos os que os lerem

- se alguém um dia os ler –

pois só então

dirão

o que lhes cabe responder

a cada pessoal

e única questão.

 

Eles falarão de amor

a quem amor procura,

desvendarão o sonho

ao que queira sonhar

falarão de bondade

e de ternura a quem a quer achar.

 

E ficarão calados,

versos mudos

para quem

não soube interrogar.

 

Falarão de tristeza

e de ansiedade

mas de ódio não

nem de  rancor.

Serão versos calados,

versos mudos

p’ra quem os interrogue

sem amor

 

Clementina Relvas

publicado por clay às 00:28 | link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 15.12.14

                   QUE O MEU CORAÇÃO SEJA O PRESÉPIO

Natal 2014.JPG


Sabeis, Senhor: meu coração está ferido.
Falta o meu filho que partiu para Vós.
Mas não me quero triste, amargurada
porque nem ele nem eu ficámos sós.

Vós sois a ponte que permite, aos dois,
encontrarmos, nas minhas orações,
o Salvador que vem ao nosso encontro
purificar os nossos corações

e neles construirmos o presépio
onde, com S. José e Vossa Mãe,
Vós sereis o Messias, adorado
por anjos e pastores… por nós também.

O presépio será uma nuvem de luz,
brilhando sobre todo o Universo:
dará paz às pessoas e nações
e perfeição a quanto for perverso.

As nossas próprias culpas e pecados,
redimidos por Vós, transfigurados,
serão mirra, serão incenso e ouro:
e nós os Vossos filhos muito amados.

Meu coração, já sem ferida nem mágoa
cantará, sem cessar, Vossos louvores.
E andará sobre espinhos sem dar conta
que, no presépio, os mudastes em flores.

Lisboa, Natal de 2014
Clementina Relvas

publicado por clay às 09:52 | link do post | comentar | favorito
Sábado, 13.12.14

                        JUNTO DE DEUS

                                                           súplica de teus Pais

 

Eram, então, os teus últimos dias.

E eu senti, vindas do fundo do meu coração,

as palavras inspiradas por Deus,

cheias de amor , cheias de compaixão.

 

Partiste. E só Deus conhece o teu percurso.

Eu sei que foi penoso, atribulado,

sempre à Sua procura, na esperança

de encontrar Sua Luz e de seres perdoado.

 

Eras meigo, eras bom, procuravas nos pobres

 a imagem de Deus e a tua redenção.

Sofreste sem revolta, aceitaste a vontade

de Quem te deu a  vida e, acredito,

 te estendeu a mão,

quando voltaste  para a Casa do Pai,

em busca de ternura e de perdão.

 

Intercede por nós Junto de Deus,

pede que nos perdoe e escute as nossas preces

porque, apesar de sermos pecadores,

deu a vida por nós e nunca nos esquece.

 

                                               Lisboa, 24 de Outubro de 2009

                                               Clementina Relvas

Quim - Funeral 2.jpg

 

publicado por clay às 10:43 | link do post | comentar | favorito
Domingo, 07.12.14

  Quando o Senhor me chamar para Si,  

  seja o meu companheiro, o bom Pastor

  me conduza a lugares de águas tranquilas

  e a verdes prados, fruto do Seu amor

 

Que me afaste dos vales tristes e escuros,

onde às vezes passei, por meu pecado.

Não me deixe ter medo de cair,

Ele que é minha vara e meu cajado.

 

Para além desta terra e dos horrores

que transformam em guerra a paz fraterna,

outra vida começa, esplendorosa,

que jamais terá fim, a vida eterna.

 

E pela porta estreita, em Tua graça,

perdoados meus erros, passarei.

E com a minha taça a transbordar

de amor por Ti, Contigo morarei.

 

Sim, será essa a morada escolhida

por Ti que és o meu guia e o meu pastor

para eu descansar, terminada esta vida,

em verdes prados, reino do Teu amor,

 

                            Clementina Relvas

publicado por clay às 00:49 | link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 04.12.14

 

Que somos nós sem Vós senão só ossos,

nas nossas sepulturas de pecados,

longe da nossa terra, de Israel,

se não formos por Vós ressuscitados?

 

Renovai-nos na água do Batismo,

mandai tirar as pedras que nos tolhem

e, ao infundir em nós o Vosso espírito,

contai-nos sempre entre os que Vos acolhem,

 

          os que crêem em Vós, que Vos escutam,

          e assim não morrerão: terão a vida,

          verão a Vossa Luz que a sentinela

          aguardava, ansiosa e destemida.

 

          Diremos como Marta:”Creio em Vós,

          Filho de Deus, que havia de chegar

          a este mundo” , e ao morrer por nós

          Convosco nos fareis ressuscitar.

                                             

                              Clementina Relvas

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