Nunca pensei que os "olhos do meu coração, no dizer de S. Paulo, revelassem pormenores por mim julgados completamente esquecidos...
Quarta-feira, 04.11.09

 

Assisti, no dia 13 de Outubro passado,pela Televisão, às cerimónias que, em Fátima celebraram a última aparição, em 1917, de Nossa Senhora aos três pastorinhos. Como sempre comoventes e de grande elevação espiritual, tiveram este ano, consagrado como Ano Sacerdotal, uma notável homilia do Senhor Cardeal Patriarca de Lisboa, que todos os fiéis, povo sacerdotal, deviam ler e meditar.


Entre as inúmeras referências a Nossa Senhora, foi invocado o episódio das Bodas de Caná, com a intervenção de Maria em favor daqueles noivos, prestes a passar por um grande embaraço, ao darem conta que não havia mais vinho.


Veio-me então à memória um episódio ocorrido em S. Jorge, nos Açores, durante um bodo em louvor do Espírito Santo, para o qual tinha sido convidada.


Havia grande abundância de comida, a começar pelas sopas do Espírito Santo, seguidas por grandes travessas de alcatra e muitos doces, bem como vinho de cheiro e refrigerantes. Via-se que, se mais pessoas chegassem, ainda que não convidadas, para todas chegaria o almoço. No entanto, não podia deixar de se reparar no nervosismo da dona da casa que, quando eu procurei acalmá-la, dizendo-lhe que tudo estava perfeito, me respondeu:


- Ó senhora, que o Divino Espírito Santo a escute pois, se a comida ou a bebida faltassem, o que aliás nunca aconteceu, eu teria de sair de casa, coberta de vergonha, pela porta das traseiras e não sei quando arranjaria coragem para voltar.


Foi por se deparar com uma situação semelhante que Nossa Senhora, nas Bodas de Caná, disse, aflita, para o Seu Filho: «Não têm vinho» e que Ele, apesar de lhe responder que ainda não tinha chegado a Sua hora, realizou o Seu primeiro milagre, transformando a água das purificações num vinho tão excepcional que levou os convidados a espantarem-se por os noivos, contra o que era o costume, guardarem para o fim da festa o melhor vinho que tinham.

                                IMPÉRIOS Açorianos

O bodo — No 7.º domingo após a Páscoa (dia de Pentecostes) realiza-se o bodo. Nesse dia, o cortejo depois de sair da igreja dirige-se ao Império, sendo as coroas e bandeiras aí colocadas em exposição. Frente ao Império, em longos bancos corridos são colocadas as esmolas, que depois de abençoadas são distribuídas. Os irmãos recebem-nas e todas as pessoas que passam podem livremente servir-se de pão e vinho. No entretanto são arrematadas as oferendas, normalmente gado, alfenim e massa sovada. (in Wikypédia)

 

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publicado por clay às 15:58 | link do post | comentar | favorito
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