Nunca pensei que os "olhos do meu coração, no dizer de S. Paulo, revelassem pormenores por mim julgados completamente esquecidos...
Quinta-feira, 12.07.07

 

 

Como hei-de fazer versos

e senti-los se, olhando

em meu redor,

tudo me fala de destruição

quase nada de amor.

 

Olho as papoilas

no meu campo exangue:

já não são o que eram

É mais certo ver guerras

e ver sangue.

 

Olho o mar, que era azul

e transparente,

mas que a poluição

vai matando inexoravelmente

como uma maldição.

 

Olho o céu, onde dantes vi estrelas

vi a Lua brilhar

com a luz do Sol.

Mas, agora por detrás do carbono

o céu não é azul,

já não há arrebol.

 

Olho o mundo

navegando no espaço,

com naves, foguetões

à sua volta.

Choro tal qual a criança pequena

sem ter colo de mãe.

Tenho pena da jovem que era eu

deixando a inspiração

à rédea solta,

e que agora não vem.

 

     07-07-07

(dia “Live Earth)

 

 

Clementina Relvas

publicado por clay às 16:09 | link do post | comentar | favorito
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