Nunca pensei que os "olhos do meu coração, no dizer de S. Paulo, revelassem pormenores por mim julgados completamente esquecidos...
Sábado, 22.11.14

 

            Corre-se a via crucis desta vida

            e a noite cai.

            Tropeçamos nos sonhos

            tropeçamos,

            olvidados da noite inexorável.

 

            Erguemo-nos, sangrando,

            e, já refeitos,

            já só ímpeto e chama,

            a noite negaremos, imortais,

            no instante que aflora e já fenece.

           

E nunca a nossa via,

espanto, espelho

doutrem será.

Pois inocentes e ignaros  vamos

incipientes todos, aprendizes,

tecendo, malha a malha a via crucis,

só nossa, pessoal e intransmissível.

E então

            a noite cai, definitiva e súbita.

                 

                   Clementina Relvas

publicado por clay às 00:53 | link do post | comentar | favorito
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