Nunca pensei que os "olhos do meu coração, no dizer de S. Paulo, revelassem pormenores por mim julgados completamente esquecidos...
Quinta-feira, 18.12.14

Os versos que eu escrevo

não são meus.

Donde vêm não sei,

nem porque são.

Fazem parte de mim,

são minha carne e sangue,

minha razão

e sem razão.

 

E são também de todos os que os lerem

- se alguém um dia os ler –

pois só então

dirão

o que lhes cabe responder

a cada pessoal

e única questão.

 

Eles falarão de amor

a quem amor procura,

desvendarão o sonho

ao que queira sonhar

falarão de bondade

e de ternura a quem a quer achar.

 

E ficarão calados,

versos mudos

para quem

não soube interrogar.

 

Falarão de tristeza

e de ansiedade

mas de ódio não

nem de  rancor.

Serão versos calados,

versos mudos

p’ra quem os interrogue

sem amor

 

Clementina Relvas

publicado por clay às 00:28 | link do post | comentar | favorito
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