Nunca pensei que os "olhos do meu coração, no dizer de S. Paulo, revelassem pormenores por mim julgados completamente esquecidos...
Terça-feira, 12.05.09

 

 Meus queridos netos:


Hoje, dia 24 de Abril, após o pequeno-almoço, dirigimo-nos para o cais em Cirkewwa, onde embarcámos num ferry-boat, o Maria Dolores, de grandes dimensões, luxuoso e muito cómodo  em direcção à Ilha de Gozo, muito mais pequena do que Malta, com apenas 27.000 habitantes em 72 kms. quadrados e uma linha costeira de 43 kms., mas onde nos esperavam muitas e agradáveis surpresas: em primeiro lugar as sua belezas naturais, com três colinas que se recortam no fundo azul do céu, falésias doiradas e praias acolhedoras. Depois, a sua riqueza em monumentos megalíticos, mil anos anteriores às pirâmides e, portanto dos mais antigos de todo o mundo. Começámos por visitar um desses monumentos, o Templo de Ggantija, cujas escavações começaram em 1820 e que hoje são uma importante atracção turística. Primitivamente, eram dois templos separados que depois foram ligados por paredes internas, cheias de terra e de pedra partida e são hoje considerados, pela UNESCO, património da Humanidade.


A Ilha de Gozo, cuja capital é Vitória, passou por várias vicissitudes, a mais trágica das quais a tomada da cidadela, em 1551, pelos otomanos, que destruíram as muralhas e massacraram os habitantes. Repovoada por habitantes de Malta, as fortificações da cidadela foram reconstruídas e a cidade, dividida também em Mdina e Rabat, foi durante muito tempo administrada pelos Cavaleiros da Ordem de S. João , depois por um Conselho Local e, a partir de 1815, pelos britânicos que centralizaram a administração em La Valletta.


A Catedral, é um dos mais belos edifícios construídos entre 1697 e 1711, por Lorenzo Gafà, o mestre do Barroco em Malta; ergue-se à entrada da cidadela, actualmente em reconstrução e tem um valioso Museu, que não tivemos tempo para visitar. A Igreja mais concorrida é o Santuário de Ta’Pinu, também conhecida por Igreja de Filipe, pois foi num campo deste homem que, segundo a tradição, lhe apareceu Nossa Senhora, bem como a uma mulher que costumava pôr flores no seu altar. Graças ao testemunho dos dois, a pequena capela que ali existia desde o séc. XVI, foi integrada num sumptuoso santuário, o templo mais popular dedicado ao culto da Virgem, nas ilhas maltesas. Cada arco tem um número igual de pinturas alusivas à Virgem, todas diferentes, como o são os capitéis. O altar-mor tem como fundo uma linda coroação de Nossa Senhora, ladeada por quatro anjos, dois dos quais seguram a coroa. Um pouco avançado em relação ao altar-mor, há um baldaquino sustentado por quatro colunas de mármore trabalhado e, no alto, oito estátuas em tamanho natural: quatro bispos e quatro profetas relacionados com Nossa Senhora. Também os arcos fechados que ladeiam a Basílica têm, por cima, cenas da vida da Virgem. Nesta Basílica, assistimos à Santa Missa, celebrada pelo nosso prior.


Segundo a lenda, Gozo teria sido a Ilha onde Calipso reteve Ulisses. Por isso se pode ver a entrada duma gruta, a Caverna de Calipso, que não estava aberta ao público mas ficava próxima dum deslumbrante miradouro donde se avistava uma bela paisagem: uma grande mas aconchegada baía com uma convidativa praia de areias doiradas.


A dada altura estávamos a ver um documentário muito interessante sobre a História da ilha, suas belezas, actividades e folclore, mas tivemos de sair a meio para não fazermos esperar o Grupo.


Em Gozo, como em Malta, a maior parte das casas tem, na parede principal, uma imagem de Nossa Senhora ou de santos, especialmente de S. Jorge.


Deixámos com saudades a Ilha de Gozo e regressámos ao catamaran e depois ao autocarro que nos levou ao nosso Hotel, em cuja entrada sumptuosas palmeiras nos davam as boas-vindas.


Nestas nossas deambulações, várias vezes avistámos a Baía e a Ilha de S. Paulo, onde erigiram uma pequena capela e uma estátua monumental em honra do Santo e, por toda a parte, uma rede de torres de vigia costeiras, destinadas a dar o alarme, no caso da aproximação de piratas ou invasores.


Beijinhos, com muito amor, dos Vóvós.


    Tomando notas para o meu Blog

             Ruínas de Ggantija

   Uma rua de Vitória, a capital da Ilha

tags: ,
publicado por clay às 18:24 | link do post | comentar | favorito
VISITAS EFECTUADAS DEPOIS DE 23 JULHO 2012

contador de visitas
VISITAS EFECTUADAS DEPOIS DE 23 JULHO 2012

contador de visitas
Visitas desde Maio de 2007

Contador de Visitas
Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Junho 2015
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
últ. comentários
Venha conhecer o nosso cantinho da escrita... Visi...
Querida Professora Acabei de ler o comentário da m...
Cara Drª Clementina Relvas,Vim hoje visitar o seu ...
Querida Vovó... ou Querida Professora:Para quem cu...
Querida Professora ,Estive uns tempos sem vir ao s...
Cara Sandra:É sempre um grande prazer e compensaçã...
Olá Cristina,tive o prazer de conhecer a su...
Dra Clementina :Fiquei feliz por receber uma respo...
Lisboa, 20 de Maio de 2011Peço desculpa de só agor...
Lisboa, 20 de Maio de 2011Querida Maria José:Lamen...
mais sobre mim
blogs SAPO
subscrever feeds